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TAXÍMETROS
| Este artigo foi
enviado pelo colecionador Sr. Luiz Carlos, da cidade do Rio de Janeiro que se dedicou a
colecionar, restaurar e manter em funcionamento uma coleção destas peças. |

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A sua curiosa coleção iniciou-se no final da década de 1970, quando observou
que os taxímetros antigos estavam sendo substituídos por novos. Imaginando que
futuramente estas peças se tornariam peças raras e poderiam servir de peças decorativas
- ou de curiosidade e do saudosismo - assim como se transformaram antigas máquinas de
escrever, velhas caixas registradoras, gramofones e muitas e muitas outras peças já fora
de uso. |
| Pensou: "Se
tais peças passaram a servir como decoração de ambientes, por que não também os
velhos taxímetros?" E ainda, segundo o seu artigo, complementa: "E
preferencialmente funcionando, de forma a poder ouvir-se o tique-taque de seu mecanismo em
operação, como em um relógio despertador, e o clicar da mudança dos valores da tarifa,
o que não ocorre nos impessoais taxímetros digitais." |

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O colecionismo pode atingir
a todos, em qualquer idade e lugar, não é possível precisar quanto teve o seu início,
mas o certo é que desde a Idade Média dele há vestígios.
Lourdes
Você também tem essas habilidades e
dedicação na conservação e recuperação de objetos antigos? Então nos escreva um email
e anexe suas imagens. |
| "Não
se trata propriamente de uma coleção, mas pode-se em assim considerar."
Luiz Carlos Tosta da Silva
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| Tudo começou no final da década
de 70, quando os taxímetros de então, analógicos e a corda (ver fotos adiante), foram
aos poucos desativados e substituídos pelos atuais, no caso digitais, parecidos com um
rádio-relógio despertador. |

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No
início, os novos e modernos taxímetros eram utilizados somente em táxis especiais.
Atualmente, são utilizados em todos os táxis, especiais ou não: não há mais, pelo
menos até onde estou informado, taxímetros analógicos em operação nos táxis
brasileiros. Não vou entrar em consideração quanto aos méritos ou eficiência do uso
desse ou daquele taxímetro mas que os antigos eram bem mais charmosos que os atuais, lá
isso eram. Veja as fotos e tire suas conclusões. |
Quando começou
o processo de substituição dos antigos taxímetros, logo pensei: daqui a alguns anos,
esses taxímetros serão peças raras. Mas, e daí? Bem, pelo menos poderão servir como
objeto de decoração (ou de curiosidade e de saudosismo), assim como se transformaram
antigas máquinas de escrever, velhas caixas registradoras, gramofones e muitas e muitas
outras peças já fora de uso. |

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Se tais peças passaram a servir como decoração de ambientes, por
que não também os velhos taxímetros? E preferencialmente funcionando, de forma a poder
ouvir-se o tique-taque de seu mecanismo em operação, como em um relógio despertador, e
o clicar da mudança dos valores da tarifa, o que não ocorre nos impessoais taxímetros
digitais. |
| Assim,
passei a freqüentar, durante o período de transição entre os analógicos e os
digitais, lojas especializadas em vendas, reparos ou aferições de taxímetros, onde
comprei alguns usados, já fora de uso comercial. Também comprei um deles através da
internet, no site "Minha Vó Tinha". |

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Hoje, tais
taxímetros são lembranças ou fragmentos do passado. Aliás, para mostrar que eu estava
certo, quanto ao futuro uso dessas peças como objeto de decoração, basta visitar alguns
antiquários: em muitos deles é possível encontrar velhos, ou melhor, antigos
taxímetros disponíveis para venda. Antiquário, como se sabe, é o espaço melhor
apropriado para se encontrar antigos e procurados objetos para coleção ou decoração,
como é o exemplo do Minha Vó Tinha. |
Há vários
tipos de taxímetros analógicos: os mais antigos -aliás os mais bonitos de todos- eram
redondos e grandes, fundo preto, com cerca de 25 cm de diâmetro. Foram utilizados até o
início da década de 50. Em seguida, surgiram taxímetros de variados formatos:
quadrados, retangulares, em forma de ferradura etc. Eram bem menores que os redondos que
os precederam, mas tão charmosos quanto. Os principais fabricantes eram a Joaquim
Freitas, Capelinha, Brasilcotax, 3 Listas, Argo e Ribeiro, dentre outros. |

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As imagens são de
alguns dos taxímetros que tenho em minha "coleção": O grande relógio ao
centro da figura ao lado, não é um taxímetro mas um antigo relógio marcador de
passagens que eram utilizados nos bondes. Também peça de coleção. |
| O taxímetro ao lado é exemplo de
taxímetro digital um dos primeiros modelos desse tipo que foi utilizado. |

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| Fonte
das imagens: Coleção do Sr. Luiz Carlos Tosta da Silva e www.bossa3.com.br/museu |
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